quinta-feira, 26 de maio de 2011

Redação nos concursos públicos


É cada vez maior o número de concursos públicos que cobram a escrita de uma redação em suas provas, além da parte objetiva. De caráter eliminatório e classificatório, ela é determinante para a aprovação do candidato.

Dessa forma, saber discorrer sobre um determinado tema com coerência e clareza argumentativa, além do dominar o padrão culto da língua é imprescindível.

O candidato também não pode ficar alienado, só com o conteúdo programático divulgado no edital, pois, na maioria dos casos, os concursos, além do domínio dos assuntos ligados à sua área e ao órgão para o qual vai prestar concurso, exigem do aspirante à vaga conhecimento dos assuntos atuais relacionados a economia, política e questões sociais.

Portanto, o candidato precisa ler muito para ter bons e convincentes argumentos.

Algumas dicas para fazer uma boa redação:

Leia muito e pratique.

Faça um esquema básico das ideias, principalmente dos argumentos, que desenvolverá em seu texto.

Em dissertações, exponha claramente sua posição para mostrar sua capacidade argumentativa.

Escreva com clareza: não use gírias nem palavras difíceis e evite parágrafos longos.

Fique atento(a) à pontuação, acentuação, ortografia, concordância e regência.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O tempo


A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é Natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

                                                                                                                                  Mário Quintana

domingo, 22 de maio de 2011

Um convite à reflexão




Uma andorinha fazendo verão


Até que enfim, depois de tantas, greves, passeatas, discursos em praças públicas, uma de nós foi ouvida. Amanda Gurgel, professora do Rio Grande do Norte, começou na Assembleia Legislativa daquele estado, mas não parou por lá: Representando todos os professores do Brasil, sua voz ecoou nos quatro cantos do país, denunciando a grave e decadente situação por que passa a educação brasileira (totalmente diferente do que muitos políticos vivem alardeando).
Tomara que a sociedade brasileira entenda esse grito de socorro e junte-se a nós para pressionarmos os políticos brasileiros e exigir deles ações urgentes para mudar, de fato, o cenário da educação no Brasil.


Abaixo, o vídeo com o desabafo de Amanda Gurgel na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte:





A luta continua. Não vamos parar!

PS: Amanda Gurgel cursou Letras na UEFS por um ano.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Brazilian Day em Portugal???



Não sou  tão radical a ponto de concordar com aquele deputado que apoia o fim dos estrangeirismos em nossa língua. Mas, assistindo a um programa televisivo hoje, descobri que em Portugal há uma edição do Brazilian Day. Daí pensei: Como dois países de língua portuguesa promovem um evento com artistas brasileiros e alguns africanos, e o nome é em inglês?

E não adianta os defensores virem dizer que o nome foi mantido pra preservar a tradição do evento que, pelo que sei, surgiu nos Estados Unidos, pois não vai funcionar.

Chega dessa supremacia norte-americana! Tudo em demasia é sobra.

domingo, 15 de maio de 2011

Estilo neurótico?!




Lia, dia desses, num site da cidade, uma matéria sobre a reforma da Igreja Senhor dos Passos quando me assustei diante da informação de que a referida obra arquitetônica, patrimônio cultural, fora construída em estilo “neurótico”. Isso mesmo. Leiam: “A igreja, localizada no centro da cidade e erigida em estilo neurótico, passa por mais uma reforma externa desde o segundo semestre de 2010.”

Diante disso, achei por bem esclarecer:

Neogótico ou revivalismo gótico é um estilo de arquitetura revivalista originado em meados do século XVIII na Inglaterra. No século XIX, estilos neogóticos progressivamente mais sérios e instruídos procuraram reavivar as formas góticas medievais, em contraste com os estilos clássicos dominantes na época.
Dentre suas características, destacam-se o exotismo carregado de apelos decorativos e o exagero da altura de suas torres.
O prédio do parlamento inglês foi construído sob esse estilo, assim como muitas igrejas em São Paulo, Rio de Janeiro e a nossa Igreja Senhor dos Passos.

Ah... e só pra lembrar: NEURÓTICO é um adjetivo utilizado para caracterizar aquele que sofre de neurose, e não para designar um estilo arquitetônico.



Senão X Se não

Nos últimos dias, li três textos em que os autores fizeram confusão quanto ao emprego dessas palavras. (O que não ocorre na imagem ao lado.)
Talvez por falta de informação ou de atenção, pois saber quando empregá-las é bem simples. 
Veja:

Senão equivale a caso contrário, a não ser, do contrário, de outro modo, porém, mas sim, mas também.
Exemplos: Não estacione ali senão será multado.
                 Faça logo o que pedi senão serei prejudicado.
                Não fez outra coisa hoje senão conversar com os amigos pelo facebook.

Se não equivale a se por acaso não, quando, caso não. Trata-se da conjunção condicional se seguida do advérbio de negação não.
Exemplos: Se não chover, irei ao Barradão hoje.
               A festa será amanhã, se não ocorrer algum imprevisto.


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Dica de leitura



Situações narradas com humor e inteligência que colocam em evidência qualidades e defeitos inerentes à condição humana, como a generosidade, o desapego, a inveja, a tolice, a impaciência.

O que quer... o que pode essa língua?

O Instituto Maria Preta, ONG voltada à divulgação da cultura negra, veiculou cinco outdoors nas ruas de Salvador, em homenagem ao presidente dos Estados Unidos, quando ele esteve em terras tupiniquins, no mês passado. A ideia era veicular a luta contra o preconceito racial à vinda do presidente americano ao Brasil.
A frase escolhida é uma expressão típica da Bahia, muito comum na linguagem informal, um exemplo de variante linguística regional.
Confira:

Só faltou a vírgula para separar o vocativo "Negão" do restante da oração. Mas isso é outro assunto sobre o qual falaremos depois. Valeu a intenção da ONG e a criatividade da agência de publicidade.

Flagrante!

Meu flagrante hoje foi uma palavra oxítona escrita em desacordo com o padrão culto da língua.
Antes, vamos entender a regra de acentuação das oxítonas, palavras cuja última sílaba é a tônica.
A regra é a seguinte:
    Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em nas vogais A, E, O, seguidas ou não de S, no ditongos abertos ÉU, ÉI, ÓI, também seguidos ou não de S e em -EM ou -ENS. Exemplos: sofá, café, vovó, pastéis, chapéus, lençóis, parabéns, armazéns, também etc.

Veja agora o erro:


Observe que na capa desse livro, a palavra ARACAJU, que é uma palavra oxítona está acentuada. Um erro, pois não acentuam-se oxítonas terminadas em I e U.
Em breve, postarei aqui uma foto de um outdoor exposto na cidade em que uma oxítona terminada em I está com acento agudo nessa letra.

De olho na ortografia!

Erros de português fazem polícia desconfiar e descobrir que falso estacionamento, na verdade, era um local para onde bandidos levavam carros roubados por eles.


Esses entraram tão cedo pra criminalidade que abandonaram precocemente a escola.


Para refletir

Vale a pena refletir sobre esta frase:


terça-feira, 15 de março de 2011

14 de março - Dia Nacional da Poesia (Parte IV)


João Cabral de Melo Neto



Tecendo a manhã

Um galo sozinho não tece a manhã:
ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro: de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzam
os fios de sol de seus gritos de galo
para que a manhã, desde uma tela tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.