quarta-feira, 13 de maio de 2020
Sobre a vírgula
Já deve ter dado pra perceber que sou uma apaixonada pelas letras e pelo ensino de língua portuguesa, não é mesmo?
Pois bem, hoje resolvi que aqui também farei postagens de alguns slides que utilizava em minhas aulas (por estar exercendo outra função na educação, desde 2017, não estou em efetiva de docência). Decidi iniciar pelo EMPREGO DA VÍRGULA ENTRE OS TERMOS DA ORAÇÃO.
Já sabem: se surgir qualquer dúvida, se quiser emitir sugestão ou opinião, basta deixar um comentário.
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* Na pontuação moderna, não se deve colocar uma vírgula entre o sujeito e o predicado. Todavia, essa regra de pontuação é mais um conselho do que uma regra propriamente dita. Ela não tem, como as regras de acentuação, aquela obrigatoriedade que não admite divergências, e há casos em que poderá ser necessário contrariá-la, no intuito de tornar a leitura mais fluente.
Quando o sujeito é representado por uma oração subordinada substantiva, alguns escritores costumam empregar uma vírgula para destacar o fim do bloco do sujeito. Nos textos de Machado de Assis, encontramos exemplos desse tipo sem vírgula (“Quem for mãe que lhe atire a primeira pedra”) e com vírgula (“Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência”)
domingo, 10 de maio de 2020
Um acento faz muita diferença!
Há muitos outros casos como esses em nossa língua. Listei mais alguns abaixo. E você, conhece outros exemplos? Conta pra mim nos comentários.
secretaria x secretária
cai x caí
pele x Pelé
sai x saí
quarta-feira, 6 de maio de 2020
Indicação de leitura - "O tempo entre costuras", de María Dueñas
“O tempo entre
costuras”, de María Dueñas, conta a história de Sira Quiroga, a princípio, uma simples
costureira espanhola, filha de mãe solteira, sem grandes ambições, mas que,
empurrada pelo destino, transforma-se em uma mulher forte, sagaz e muito inteligente.
Sua profissão
converte-se numa perfeita fachada para missões obscuras que a lançam num mundo
cheio de glamour, paixões, riqueza, miséria, vitórias e derrotas.
Nesse romance dividido em quatro partes, sem que nenhuma seja
morna ou entediante, tudo acontece ao mesmo tempo: nazismo, guerras, traições,
patriotismo, amor e lealdade.
Enfim, “O tempo entre costuras” é mais
um daqueles livros que marcaram minha história de leitora voraz e apaixonada pelas
letras.
Ah... a série homônima encontra-se
disponível no catálogo da Netflix. Mas, vou logo avisando: Embora seja uma
excelente produção, eu ainda prefiro o livro.
PS: O meu exemplar está emprestado, mas
eu não sei a quem. Por favor, aguardo devolução.
terça-feira, 5 de maio de 2020
Sem acento
Desde que o Novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa entrou em vigor, não mais devem ser acentuados os ditongos (duas vogais juntas na mesma sílaba) abertos -éi, ói, -éu das palavras paroxítonas (a sílaba tônica é a penúltima)
Mas, ATENÇÃO: Embora o adjetivo HEROICO não seja mais acentuado, o substantivo HERÓI continua recebendo acento. Observe que a regra alterada se refere às palavras paroxítonas. HERÓI, apesar de ter um ditongo aberto (-ói), é uma palavra oxítona (a sílaba tônica é a última).
Por que / Por quê / Porque / Porquê
Quem nunca se viu em meio à dúvida sobre qual dessas palavras ou expressões usar? O blog Nossa Língua existe para ajudá-lo/a a não mais passar por isso.
quinta-feira, 30 de abril de 2020
terça-feira, 28 de abril de 2020
S ou Z?
O correto é PARALISAÇÃO, pois mantém o S da palavra de origem: PARALISIA.
Portanto, erraram os autores/pintor da frase na faixa e o "Ministério da Educação" (ver imagens acima).
sábado, 25 de abril de 2020
Cônjuge, Conje ou Conge?
Há aproximadamente um ano, surgia a polêmica em torno do substantivo CÔNJUGE. Os últimos acontecimentos em Brasília trouxeram de volta os memes acerca do assunto. E é claro que não poderia perder a oportunidade de fazer esse esclarecimento.
Outra dúvida evocada na ocasião foi acerca da flexão de gênero dessa palavra (assista ao vídeo abaixo). Cônjuge seria um substantivo sobrecomum (deve ser usada a mesma forma tanto para o masculino quanto para o feminino) e, portanto poderíamos dizer: o cônjuge tanto em referência a homem como a mulher; ou um substantivo comum de dois gêneros (a diferenciação entre masculino e feminino se dá pelo emprego do artigo - o cônjuge / a cônjuge)?
Bem... o que ocorre é que segundo os dicionários Aurélio e Houaiss, O CÔNJUGE é substantivo sobrecomum, ou seja, é masculino e serve tanto para o homem como para a mulher. Porém, o Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras já considera CÔNJUGE como substantivo de dois gêneros: O CÔNJUGE e A CÔNJUGE.
quinta-feira, 23 de abril de 2020
Estrangeirismo e polêmica
Quem disse que o blog Nossa Língua não gosta de uma polêmica, de memes ou coisa do tipo?
Gostamos, sim. Principalmente quando essa polêmica abre espaço para conversarmos sobre assuntos que nos interessam.
E o vídeo acima nos abriu uma excelente oportunidade para conversarmos sobre um tema importante para nós, brasileiros: ESTRANGEIRISMO.
Bom, diferentemente de muita gente, eu até gosto deles, pois não me imagino, por exemplo, dizendo que vou a um centro de compras; prefiro dizer que vou ao shopping. Mas, também penso que há de se ter bom senso. Por exemplo, considero desnecessário usar uma palavra de outra língua, quando temos um correspondente na nossa. Inclusive já falei disso aqui (https://luceliamarinho.blogspot.com/2011/05/brazilian-day-em-portugal.html).
O bom senso faltou, por exemplo, ao nobre edil quando tentou aplicar regras gramaticais da língua portuguesa em uma palavra da língua inglesa, cuja gramática difere da nossa. E olhem que não estou aqui fazendo repúdio à expressão fake news (até gosto dela), que, inclusive, tem um bom correspondente na língua portuguesa (notícia falsa), mas à tentativa de aplicar a mesma regra de formação de plural que utilizamos em palavras como: raiz/raízes, país/países. Na língua inglesa, a expressão fake news, não se altera no plural. Ou seja, se usa a mesma forma tanto para o plural quanto para o singular (como ocorre em palavras nossas, a exemplo de pires e ônibus). Convém, então que apenas a importemos para o nosso vocabulário, sem tentativas de "aportuguesamento". Há casos em que isso até é possível, mas "fake newses" é demais!
PS: ESTRANGEIRISMO (a grosso modo) consiste no uso "emprestado" de uma palavra, expressão ou construção frasal estrangeira, em substituição de um termo na língua nativa.
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