Pronto. Agora, já sabemos: nada de delivery, nem de entrega a ou ao domicílio. Vamos valorizar o bom e correto português.
sábado, 23 de maio de 2020
sexta-feira, 22 de maio de 2020
PLEONASMO VICIOSO
Pleonasmo vicioso é o uso excessivo de palavras na transmissão de uma ideia, ocorrendo repetição e redundância, constituindo-se um vício de linguagem, um desvio do padrão culto da língua (vide imagem).
Outros exemplos de PLEONASMO VICIOSO:
- descer pra baixo
- cair uma queda
- protagonista principal
- ré pra trás
- voltar pra trás
- planejamento para o futuro
- surpresa inesperada
- amanhecer o dia
- consenso geral
quinta-feira, 21 de maio de 2020
o qual, a qual, os quais, as quais
A postagem de hoje é resultado do incômodo que sinto todas as vezes em que vejo pessoas fazendo uso exagerado, desnecessário e muitas vezes inadequado do pronome relativo o qual e suas variações. Então, vamos a algumas considerações:
1) O qual (ou suas variações - a qual, os quais, as quais) deve ser utilizado para retomar um termo que o antecede, a fim de evitar repetição desnecessária.
2) Na fala ou na escrita, dê preferência ao emprego de o qual (ou suas variações) para evitar ambiguidade e/ou depois de preposições com mais de uma sílaba (pe-ran-te / so-bre / pa-ra) e das preposições sem e sob.
Vamos, então aos exemplos:
- Visitei a fazenda de meu tio, que me deixou encantada.
- O pronome relativo que pode estar se referindo tanto a "fazenda" quanto a "tio". A ambiguidade poderia ser desfeita, empregando os referidos pronomes, de duas formas: Visitei a fazenda de meu tio, o qual me deixou encantada. / Visitei a fazenda de meu tio, a qual me deixou encantada.
- Este é o juiz perante o qual o criminoso confessou o crime.
- Neste caso, "o qual" está depois de uma preposição com mais de uma sílaba (perante).
Importa ressaltar que, embora a maioria dos gramáticos aprove o emprego do pronome em questão como no primeiro exemplo, eu, particularmente, só o utilizo para desfazer ambiguidades em último caso. Prefiro empregar o qual, a qual, os quais ou as quais apenas depois de preposição com duas sílabas ou mais. De qualquer forma, convém evitar o emprego exagerado e desnecessário.
Sugestão de leitura
A sugestão de leitura de
hoje é “Meu querido canibal”, de Antônio Torres que, diga-se de passagem, é um dos meus autores favoritos, além de
baiano da gema, ali da cidade de Sátiro Dias, antigo Junco.
O romance traz ao leitor a
história da colonização brasileira sob a ótica dos colonizados e apresenta quem
podemos chamar de primeiro herói tipicamente brasileiro, Cunhambebe, um índio
corajoso de dois metros de altura, que muito lutou para não deixar o seu
povo sofrer aniquilação cultural e física.
Numa narrativa bastante
corajosa (desde a capa com a imagem de um índio apontando uma flecha para o que
parece ser a cidade do Rio de Janeiro do período em que a história narrada se
passa), Antônio Torres aproveita para dar posição de destaque à arrogância e à
violência dos portugueses que aqui chegaram, ao mesmo tempo em que, ao nos
contar sobre a destemida resistência indígena, nos apresenta o índio que,
apesar de valente e nobre, nem sempre conseguiu se livrar das corrupções
sociais.
Enfim, uma narrativa emocionante
e crítica de um lado da nossa história sobre o qual pouco se fala.
terça-feira, 19 de maio de 2020
Sobre o hífen
Mais uma postagem da série "Slides das minhas aulas". Hoje, resolvi postar os que utilizo para sistemar as informações acerca do emprego do hífen. O que ocorre depois de um trabalho de pesquisa feito pelos alunos, que consiste em listar palavras com e sem esse sinal gráfico e depois fazer um levantamento de hipóteses que possam justificar seu emprego ou não.
E então, gostou?
Estamos também no Facebook (Blog Nossa Língua) e no Instagram: @blog_nossalingua
domingo, 17 de maio de 2020
Suar X Soar
DICA BÔNUS:
Você deve dizer: "Eu suo muito à noite."
"Tomara que eu sue bastante durante a corrida."
"Espero que ele sue pouco hoje para não manchar a camisa."
está X estar
A mesma regra vale para DAR e DÁ.
Veja alguns exemplos:
1) Quando chegar em casa, vou dar atenção ao meu filho. (depois da forma verbal "vou")
2) A velhinha gosta de dar atenção às crianças. (depois da preposição "de")
3) Ana dá um presente a sua professora de português todo ano. (3ª pessoa do singular do presente do indicativo)
sábado, 16 de maio de 2020
quinta-feira, 14 de maio de 2020
quarta-feira, 13 de maio de 2020
O poder da vírgula
Ontem, postei aqui alguns slides sobre o emprego da vírgula entre os termos da oração. Hoje, segue um vídeo (que também utilizo em minhas aulas) publicado em homenagem aos 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa, que evidencia o quão poderoso é esse sinal de pontuação.
Assinar:
Postagens (Atom)












