sábado, 9 de maio de 2020


Mais uma dica rápida do Nossa Língua. 
Veja se você abrevia adequadamente as horas.



quarta-feira, 6 de maio de 2020

Indicação de leitura - "O tempo entre costuras", de María Dueñas





“O tempo entre costuras”, de María Dueñas, conta a história de Sira Quiroga, a princípio, uma simples costureira espanhola, filha de mãe solteira, sem grandes ambições, mas que, empurrada pelo destino, transforma-se em uma mulher forte, sagaz e muito inteligente.
Sua profissão converte-se numa perfeita fachada para missões obscuras que a lançam num mundo cheio de glamour, paixões, riqueza, miséria, vitórias e derrotas.
Nesse romance dividido em quatro partes, sem que nenhuma seja morna ou entediante, tudo acontece ao mesmo tempo: nazismo, guerras, traições, patriotismo, amor e lealdade.
Enfim, “O tempo entre costuras” é mais um daqueles livros que marcaram minha história de leitora voraz e apaixonada pelas letras.
Ah... a série homônima encontra-se disponível no catálogo da Netflix. Mas, vou logo avisando: Embora seja uma excelente produção, eu ainda prefiro o livro.

PS: O meu exemplar está emprestado, mas eu não sei a quem. Por favor, aguardo devolução.


terça-feira, 5 de maio de 2020

Sem acento




Desde que o Novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa entrou em vigor, não mais devem ser acentuados os ditongos (duas vogais juntas na mesma sílaba) abertos  -éi, ói, -éu das palavras paroxítonas (a sílaba tônica é a penúltima)

Mas, ATENÇÃO:  Embora o adjetivo HEROICO não seja mais acentuado, o substantivo HERÓI continua recebendo acento. Observe que a regra alterada se refere às palavras paroxítonas. HERÓI, apesar de ter um ditongo aberto (-ói), é uma palavra oxítona (a sílaba tônica é a última).



Por que / Por quê / Porque / Porquê





Quem nunca se viu em meio à dúvida sobre qual dessas palavras ou expressões usar? O blog Nossa Língua existe para ajudá-lo/a a não mais passar por isso. 

quinta-feira, 30 de abril de 2020



Não é raro ouvirmos "cidadões", "chapéis", dentre outros "plurais" estranhos. Por isso, o Nossa Língua traz estes lembretes sobre o plural de algumas palavras que, com frequência, surgem como dúvida pra muita gente na hora de usá-las.





terça-feira, 28 de abril de 2020

sábado, 25 de abril de 2020

Testou positivo ou deu positivo?


Mais uma do nosso plantão de dúvidas na quarentena.


Verbos terminados em -am e -ão


Cônjuge, Conje ou Conge?





 Há aproximadamente um ano, surgia a polêmica em torno do substantivo CÔNJUGE. Os últimos acontecimentos em Brasília trouxeram de volta os memes acerca do assunto. E é claro que não poderia perder a oportunidade de fazer esse esclarecimento. 

Outra dúvida evocada na ocasião foi acerca da flexão de gênero dessa palavra (assista ao vídeo abaixo). Cônjuge seria um substantivo sobrecomum (deve ser usada a mesma forma tanto para o masculino quanto para o feminino) e, portanto poderíamos dizer: o cônjuge tanto em referência a homem como a mulher; ou um substantivo comum de dois gêneros (a diferenciação entre masculino e feminino se dá pelo emprego do artigo - o cônjuge / a cônjuge)?

Bem... o que ocorre é que segundo os dicionários Aurélio e Houaiss, O CÔNJUGE é substantivo sobrecomum, ou seja, é masculino e serve tanto para o homem como para a mulher. Porém, o Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras já considera CÔNJUGE como substantivo de dois gêneros: O CÔNJUGE e A CÔNJUGE.



quinta-feira, 23 de abril de 2020

Estrangeirismo e polêmica




Quem disse que o blog Nossa Língua não gosta de uma polêmica, de memes ou coisa do tipo?
Gostamos, sim. Principalmente quando essa polêmica abre espaço para conversarmos sobre assuntos que nos interessam.
 E o vídeo acima nos abriu uma excelente oportunidade para conversarmos sobre um tema importante para nós, brasileiros: ESTRANGEIRISMO.
Bom, diferentemente de muita gente, eu até gosto deles, pois não me imagino, por exemplo, dizendo que vou a um centro de compras; prefiro dizer que vou ao shopping. Mas, também penso que há de se ter bom senso. Por exemplo, considero desnecessário usar uma palavra de outra língua, quando temos um correspondente na nossa.  Inclusive já falei disso aqui (https://luceliamarinho.blogspot.com/2011/05/brazilian-day-em-portugal.html).  
O bom senso faltou, por exemplo, ao nobre edil quando tentou aplicar regras gramaticais da língua portuguesa em uma palavra da língua inglesa, cuja gramática difere da nossa. E olhem que não estou aqui fazendo repúdio à expressão fake news (até gosto dela), que, inclusive, tem um bom correspondente na língua portuguesa (notícia falsa), mas à tentativa de aplicar a mesma regra de formação de plural que utilizamos em palavras como: raiz/raízes, país/países. Na língua inglesa, a expressão fake news, não se altera no plural. Ou seja, se usa a mesma forma tanto para o plural quanto para o singular (como ocorre em palavras nossas, a exemplo de pires ônibus). Convém, então que apenas a importemos para o nosso vocabulário,  sem tentativas de "aportuguesamento". Há casos em que isso até é possível, mas "fake newses" é demais!


PS: ESTRANGEIRISMO (a grosso modo) consiste  no uso "emprestado" de uma palavra, expressão ou construção frasal estrangeira, em substituição de um termo na língua nativa.



terça-feira, 21 de abril de 2020

umbu e imbu






Intitulado por Euclides da Cunha como "árvore sagrada do sertão", o umbuzeiro ou imbuzeiro produz o umbu ou imbu. Isso mesmo. As duas formas são aceitas como corretas.

Ah... e nada de colocar acento agudo no final das palavras imbu e umbu. Já falamos sobre isso por aqui. Quem não viu basta clicar neste link: 
https://luceliamarinho.blogspot.com/2020/03/por-que-acentuamos-bau-e-nao-acentuamos.html

domingo, 19 de abril de 2020

DICA DE LEITURA




Há livros que nos trazem reflexões tão profundas, a ponto de nos marcarem tão fortemente que, mesmo anos depois de termos terminado sua leitura, ainda permanecem vivos em nós. Foi o que aconteceu entre mim e "A HORA DA ESTRELA", de CLARICE LISPECTOR. Um livro que de cara surpreende pela genialidade da autora ao contar duas histórias que transcorrem paralelamente na obra: a história da própria narrativa (um exercício maravilhoso e igualmente complexo de metalinguagem), em que o narrador  se apresenta como Rodrigo S.M. (aparentemente um disfarce da autora pra falar de si mesma, com um certo distanciamento, sem sentimentalismos - e aí uma crítica ao machismo pode ser lida nas entrelinhas e assunto pra uma outra postagem, quem sabe) e a história de Macabéa, uma migrante nordestina vivendo no Rio de Janeiro, cujo único prazer que tem na vida é ouvir um rádio-relógio que lhe fora emprestado por uma de suas colegas de quarto da pensão em que mora. A ingenuidade de Macabéa é tamanha que é impossível um leitor não se pegar perguntando se existe um ser humano assim (eu juro que conheço um caso muito parecido com o de Macabéa). Mas  o melhor do livro são os sentimentos que ele faz emanar  e a maior de todas as reflexões que ele provoca: Há pessoas que passam uma vida inteira no anonimato, invisíveis aos olhos da sociedade, mas com histórias, experiências de vida que mereciam ganhar todos os holofotes imagináveis. Todavia, somente quando morrem é que ganham o "estrelato". E nesse ponto da leitura, é impossível não se incomodar, não doer a constatação de como nós somos ingratos uns com os outros. Passamos uma vida convivendo com pessoas magníficas, mas, por uma razão ou por outra, sem dar-lhes o devido valor. Daí, quando elas partem, lá estamos nós...

      Quantas Macabéas devem existir pelo mundo esperando serem descobertas e entendidas?

OBS.: O texto acima tem como único objetivo despertar o interesse pela leitura de "A hora da estrela".

Fica em casa ou Fique em casa?


quarta-feira, 15 de abril de 2020

Pronome ONDE - parte II






Vez ou outra me deparo com alguém fazendo uso do pronome relativo ONDE em desacordo com o padrão culto da língua. E olhe que não estou falando sobre os equívocos entre ONDE e AONDE (assunto que já abordado neste blog semana passada). Refiro-me a frases como as que seguem:

  • “Essas coisas prejudicam a gente, onde a gente não pode mais nem reagir.”
  • "Hoje, participei de uma reunião onde discutimos os rumos da educação brasileira."

       Alguém deve estar se perguntando: Mas, qual o problema dessas frases? 
       Primeiro, é importante entender que, de acordo com o padrão culto da língua, o pronome ONDE só deve ser utilizado para indicar uma locação concreta (casa, praça, mar). Observe que nas frases acima ele não faz referência a um lugar concreto. Na primeira frase, o pronome ONDE retoma o termo "coisas"; já na segunda, refere-se ao substantivo "reunião". Perceba que nem COISAS nem REUNIÃO indica lugar concreto.

      Para terminar, vejamos dois exemplos de frases em que ONDE foi empregado de acordo com o padrão culto da língua:
  •    Hoje visitei a casa onde nasci. 
  •    O pai não conseguiu entrar no quarto onde a filha estava internada.

   Espero que a dúvida tenha sido esclarecida. Caso não, deixe sua pergunta nos comentários.