segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
Aos alunos da 8ª série
Peço licença aos demais leitores deste blog para uma homenagem/despedida que não poderia deixar de fazer.
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| 8ª série A |
| 8ª série B |
Final de ano chegando...
Momento de despedidas e, consequentemente, retrospectivas...
Por dois anos para muitos, um ano para outros, compartilhamos momentos de muito riso, palhaçadas, alegrias e muita festa. Mas, como em toda relação em que se convive por um bom período de tempo, e graças às diferenças que fazem do coletivo essa coisa tão bonita, também dividimos tristezas, nos decepcionamos, nos aborrecemos... Todavia nada que tirasse de mim duas coisas: a sensação de dever cumprido, consciente da responsabilidade da missão que a mim foi confiada, e que é muito boa, e a tristeza resultante da saudade que já começo a sentir dessa convivência que foi de muito aprendizado.
Com vocês, meus queridos alunos da 8ª série do PP (turmas A e B), aprendi, na prática, que rir é mesmo o melhor remédio e, com essa fome de vida que carregam dentro de si, aprendi ainda que não vale a pena passar mais que um minuto chateada com o que quer que seja, porque a vida passa muito rápido e não podemos perder tempo com bobagens ou coisas que tirem o brilho dos nossoa olhos... aprendi tantas... tantas coisas que se fosse escrever levaria uma noite...Mas, nesse caso, tenho pressa...pressa em registrar aqui os meus sinceros votos de que, nessa nova etapa de vida, vocês continuem sendo muito felizes, acumulem muitas vitórias e extraiam o máximo de aprendizagem das derrotas (que provavelmente virão e não devem ser motivo de tristeza prolongada).
Enfim...
"Já está chegando a hora de ir
Venho aqui me despedir e dizer
Em qualquer lugar por onde eu andar
Vou lembrar de você
Só me resta agora dizer adeus
E depois o meu caminho seguir
O meu coração aqui vou deixar
Não ligue se acaso eu chorar
Mas agora adeus"
Com carinho. Pró Lu.Estatutos do Homem - Thiago de Mello
Sensibilizada com a notícias que não param de ser atualizadas sobre o combate à violência no Rio de Janeiro, resolvi postar aqui um vídeo com um texto que gosto muito - Estatutos do Homem, de Thiago de Mello.
" Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira. "
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Declaração de amor
Oi, pessoal! Andei sumida... eu sei... muita correria... Mas estou de volta.
Hoje vou postar uma declaração de amor diferente... de Clarice Lispector à Língua Portuguesa. Linda... linda!! Espero que gostem.
Clarice Lispector in A descoberta do mundo.
Hoje vou postar uma declaração de amor diferente... de Clarice Lispector à Língua Portuguesa. Linda... linda!! Espero que gostem.
Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.
Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.
Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança da língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.
Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.
Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida.
Clarice Lispector in A descoberta do mundo.
domingo, 31 de outubro de 2010
Logo do Google desenhado por um estudante brasileiro
Esta é para os amantes do desenho de plantão. Pela primeira vez, o Google terá seu logo desenhado por um estudante brasileiro. É uma competição chamada Doodle4Google, que convida estudantes de 6 a 15 anos a desenhar o logo do Google sobre um tema específico. Nesta primeira edição no Brasil, o tema será "O Brasil do Futuro". O vencedor terá seu desenho exibido na página inicial do Google Brasil, além de ganhar uma bolsa de estudos de R$ 30 mil reais e um computador. E tem mais: A cada desenho recebido, uma árvore será plantada. Participem!
Para saber mais, acesse: http://www.google.com.br/doodle4google/
Kit de livros infantis de graça

Como já é de conhecimento de todos, a maioria dos brasileiros não tem o hábito da leitura. Seja ela prazerosa ou não. Falta incentivo em casa por parte dos pais, que muitas vezes não o fazem por também não o terem recebido desde a mais tenra idade e, consequentemente, não serem habituados a ela, ou porque o livro em nosso país não é acessível a todos (é caro, faltam boas bibliotecas públicas) ; falta incentivo também na escola que, por sua vez, apesar dos esforços, ainda não conseguiu encontrar o caminho mais adequado para incentivar esse hábito e mais empenho e disposição dos nossos governantes no desenvolvimento de projetos eficazes de incentivo à leitura que cheguem a todos os cantos do Brasil.
Os efeitos disso são bastante perceptíveis na dificuldade que a maioria dos falantes de nossa língua tem em expressar-se claramente, com desenvoltura, de acordo com o padrão culto, tanto no texto oral quanto no escrito e em compreender o que leem, desde os textos mais simples aos mais complexos.
Felizmente, a iniciativa privada tem percebido a seriedade desse problema que deixa o nosso país numa situação bastante constrangedora no cenário internacional, quando divulgados dados de pesquisas que caracterizam o Brasil como um pais de pessoas que não leem. O resultado dessa percepção pode ser constatado, por exemplo, no novo projeto de incentivo à leitura do Banco Itaú que, acreditando na importância do hábito da leitura, está desenvolvendo um projeto que visa distribuir 8 milhões de livros infantis, gratuitamente, em todo o Brasil. Qualquer pessoa poderá recebê-los em casa. Basta acessar o link abaixo, preencher um formulário simples e aguardar a entrega.
É certo que esse projeto, por necessitar de um acesso à Internet, não alcançará os brasileirinhos e brasileirinhas que vivem em situação de miséria em nosso país, a quem a leitura poderia ajudar a mudar suas próprias histórias, mas já é alguma coisa.
Acesse o link e peça o seu kit. http://www.lerfazcrescer.com.br/#/kit
Leia para voê mesmo, para um irmãozinho(a), primo(a), sobrinho(a), filho(a)... Ajude a disseminar o hábito da leitura.
sábado, 30 de outubro de 2010
Como escrever uma redação nota 10
Aproveitem estas dicas do consagrado autor e ilustre professor de Língua Portuguesa, Platão Savioli.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Os dez mandamentos gráficos da redação
2. Dê destaque à linha inicial dos parágrafos e não se esqueça do alinhamento.
3. Escreva até o fim da linha. Evite deixar espaços em branco, mas não ultrapasse as margens.
4. Seu texto deve ser legível. Passe-o a limpo sem pressa e com atenção.
5. Recomenda-se usar letra do tipo cursiva.
6. Em caso de erro, não borre nem rasure o texto. O uso da borracha não é permitido. Proceda da seguinte forma: passe um traço em cima da palavra escrita com erro e escreva, a seguir, corretamente.
7. Não use abreviações.
8. Posicione o hífen ao lado e não embaixo da sílaba no final da linha.
9. Não deixe uma única letra isolada em uma linha quando separar as sílabas.
10. A colocação de título não é obrigatória. Caso você queira fazê-lo, deixe uma linha em branco antes de começar o texto.
O ENEM vem aí, pessoal. Vale a pena seguir essas dicas na hora da redação. Sucesso!
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Momento Clarice I
Não te amo mais
Estarei mentindo se disser que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza de que
Nada foi em vão.
Sei dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer nunca que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade:
É tarde demais...
Clarice Lispector
PS: Agora, leia o poema de baixo para cima.
domingo, 24 de outubro de 2010
Se fala "GRUGRU", deve falar "REPRETO"...
Meu Deus! Só faltava essa. A moça que dia desses não sabia que a cidade de Punta del Este, onde foi a trabalho, fica no Uruguai e não no Paraguai, também não conseguia reproduzir a bobagem repetida por Sérgio Mallandro a cada duas palavras que este fala: o GLUGLU. Ela, dentro do seu cafonérrimo vestido rosa, repetia... GRUGRU. Ouvindo aquilo, pensei: "Se é assim, deve falar PRANTA (planta), BROCO (bloco).
Bom, não a ouvi falar nenhuma dessas palavras, mas, dizem as boas línguas que ela escreveu recentemente REPRETO no lugar de REPLETO em um e-mail enviado, por ela, a amigos. Além desse rotacismo, ela ainda cometeu um erro de concordância no mesmo texto. Acesse o link abaixo e confira mais essa.
Faz 16 anos, Marina!
Quem assisitiu ao Programa do Jô no dia 24 de outubro ouviu Marina Silva (uma querida) falar de sua emoção ao ser lembrada por Jô Soares que há 16 anos ela fora entrevistada e "apresentada ao Brasil" por ele. Até aí nenhum problema. Mas os ouvidos mais atentos devem ter percebido o erro de concordância verbal na seguinte frase proferida por ela: "Fiquei muito emocionada quando você falou que hoje fazem 16 anos que nós nos encontramos aqui". Eis aí o problema: O verbo FAZER indicando tempo decorrido não deve ser pluralizado. O correto, portanto, no uso culto da língua, é: FAZ 16 anos.
É claro que esse momento de desatenção no uso da língua não ofuscará a beleza da conversa entre Jô e Marina. Vale a pena conferir. http://programadojo.globo.com/programa/?s=MARINA+SILVA
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Repensando a leitura na escola

Um dos objetivos propostos pelos novos Parâmetros Curriculares Nacionais no ensino de Língua Portuguesa é levar o aluno a, dentre outras habilidades: saber distinguir e compreender o que dizem os diferentes gêneros de textos, entender que a leitura pode ser uma fonte de informação, de prazer e de conhecimento e ser capaz de identificar os pontos mais relevantes de um texto. Essas propostas passam, necessariamente, pela apropriação da leitura como prática social. Em outras palavras, não basta aprender a ler (e a escrever) – tornar-se alfabetizado – é preciso atingir o letramento.
Como conseguir, então, essa "proeza"?
Primeiro, precisamos ter em mente que ler é o exercício do cérebro. Assim como nadar é uma habilidade que exige treino, ler também é uma conquista. Exige horas de dedicação e, muitas vezes, de renúncias. É o movimento de aquisição não só do código, mas de conhecimento de mundo. Depois, que um dos objetivos do ensino de português deve ser a criação de situações em que os alunos tenham oportunidade de refletir sobre os textos que leem. Logo, há que se primar, também, pela diversidade textual.
Assim, é importante que o exercício dessa prática inicie-se com uma diversidade generosa de textos ao alcance do educando, para que ele sinta-se livre para escolher aquele que me melhor lhe aprouver.
Para tanto, não basta o professor conduzir os alunos à biblioteca da escola e mandar que peguem um livro para ler, ou simplesmente selecionar uma pequena variedade de nomes de livros que ele mesmo leu na escola e gostou ou que outros colegas indicaram e solicitar a compra dos mesmos aos alunos. É necessária uma seleção prévia desses livros, que deve ser bastante cuidadosa e levar em conta o nível de leitura em que os alunos se encontram, o interesse da turma e individual (isso pode ser conseguido numa conversa informal anteriormente, em sala de aula) e a vivência de cada um.
Ao levar em consideração o contexto em que o texto é produzido e as vivências e realidade do aluno, aumenta-se a possibilidade de atrair a atenção do aluno-leitor. Essa idéia corrobora o princípio da leitura e seus três protagonistas: texto-mundo-leitor. A mensagem do texto deve relacionar-se com o leitor e sua realidade. Esta é a função formadora da leitura. Segundo tal princípio, é o leitor, partindo de sua compreensão de mundo, que dá vida ao texto. Porém, precisamos ter em mente que não se pode passar todo o tempo oferecendo aos alunos apenas aquelas leituras que reproduzem suas vivências. Acredito que isso é, sim, necessário, mas no início da formação do leitor, no período de busca pelo prazer do texto. Depois que se percebe uma certa intimidade do aluno com a leitura, é importante que o apresentemos a outros textos, que reproduzam outras realidades. Afinal, ler também é buscar informação, fonte de conhecimento. E, principalmente, porque todo leitor precisa avançar em seus níveis de leitura, pois chega-se um momento que determinados padrões de textos já não nos chamam mais a atenção, nossa maturidade leitora os rejeita.
Portanto, se o nível de leitura elevou-se, não terá mais sentido continuar a ler aquilo que já está aquém das nossas possibilidades de compreensão. Os níveis de textos oferecidos devem, então, ser mais avançados.
Percebe-se então que a leitura na escola deve ir além do momento de conquista, ou melhor, a formação do leitor deve ir além da aquisição do gosto pela leitura. Ela deve acontecer de forma que o leitor aprenda a assumir diferentes posturas ante o texto. Vejamos então algumas considerações acerca delas:
1)A leitura para busca de informações - Uma leitura de informação não basta ser somente aquela feita em jornais, textos científicos, ela também pode ocorrer em romances para buscar informações sobre o comportamento, o ambiente da época, dentre outros tantos aspectos.
2) Pensando na leitura enquanto base para a boa produção textual, é viável perceber então, a leitura para estudo do texto como uma boa oportunidade para reconhecer as características que naquele texto o fizeram eficiente.
3) Há também a leitura – pretexto que não deve ser entendida aqui como aquela atividade em que o professor utiliza o texto para o aluno localizar nele substantivos, verbos, orações subordinadas, etc., mas como um texto que, por exemplo, ilumine o surgimento de outro texto escrito; de novas formas de pensar e ver o mundo.
4) Por último, a leitura – fruição como postura do leitor ante o texto, uma vez que esta anda tão sumida das aulas de língua portuguesa – "o ler por ler, gratuitamente"; ler por prazer.
Não posso concluir esse post sem mais uma vez salientar que, para que tudo isso aconteça de fato, há que se entender que precisamos soltar as amarras do nosso aluno-leitor para que ele seja sujeito de suas escolhas e do seu tempo de leitura.
domingo, 16 de agosto de 2009
A leitura e a escola - Reflexões
Muito se tem falado sobre o problema da leitura e escrita no Brasil: Os alunos não conseguem produzir textos coesos e coerentes; não têm interesse por boas leituras, o que poderia contribuir para sua transformação em produtores de textos significativos, coerentes e coesos, capazes de lidar com os diferentes gêneros textuais na escola e na sociedade em que vivem.
Mas, em se tratando de boa leitura, de que leitura se fala? De textos impressos?
É bem simples afirmar que os alunos não leem quando há sempre alguém determinando o que eles devem ler. Nesse caso, não escolhem os livros e, muitas vezes, leem sem envolvimento, apenas por obrigação o que lhe foi imposto sem nenhuma preocupação com suas preferências. Onde está a autonomia do leitor? Seu campo de interesse não é levado em conta.
Afirmações como estas são decorrentes do fato de que tem sido muito frequente observar que, em salas de aula, é comum utilizar como principais instrumentos de leitura apenas livros escolhidos pelos professores, anulando a participação do aluno; ou o livro didático e suas variações (módulo, apostila, reproduções xerográficas), onde são encontrados textos fragmentados, a serem utilizados apenas como pretextos para outras atividades, tais como abordagem gramatical, ensino da ortografia para apropriação do sistema de escrita e conhecimento do vocabulário. Esse fim utilitário descarta todas as possibilidades de análise que uma leitura prazerosa pode oferecer. Sem contar que retalhos de texto não contêm todas as informações implícitas e explícitas das intenções do leitor para o autor, necessárias para que haja uma boa recepção das ideias do texto.
Outro problema refere-se à "aceitação" assustada dos alunos aos livros escolhidos pelo professor sem nenhuma interferência daquele que deveria ser o principal interessado, o próprio educando. O que decorre do fato de a apresentação da leitura (quando há), distribuição (no caso, principalmente de escolas públicas) ou indicação para compra (mais comum em escolas particulares) virem sempre atreladas à informação de que "valerá ponto". Ou seja, o livro deverá ser lido num prazo determinado pelo professor para uma avaliação escrita.
Dessa forma a leitura não contribui para a formação do leitor, e sim, para o distanciamento entre aluno e biblioteca – aluno e livros. O contato com um livro ou a ida a uma biblioteca passa, então, a significar avaliação, obrigação e não apenas prazer, desejo por novas descobertas, aquisição de novos conhecimentos, desenvolvimento de habilidades para interagir e compreender os fatos do mundo, bem como, refletir e opinar de forma consciente e precisa, tanto através da própria leitura quanto da escrita. Uma vez sabendo que esta última, quando feita de forma coerente e coesa, é fruto de bons hábitos de leitura.
A escolha das tipologias textuais também pode interferir negativamente no processo de formação de leitores, pois, muitas vezes, são distantes da realidade vivida pelo aluno; não lhe oferecem nenhum sinal de familiaridade com seu mundo.
Sendo assim, uma vez que não são eles, os próprios alunos, sujeitos ativos em um dos momentos cruciais do processo de leitura, tendo em vista que outros (os professores) escolhem por eles o quê, para quê e em quanto tempo devem ler, dificilmente o que deveria ser o objetivo primordial desses momentos será alcançado, que é o desenvolvimento do gosto pela leitura e, consequentemente, a formação de leitores maduros.
Assim, se os textos escritos não apresentarem nenhuma ligação com o cotidiano do educando ou não forem do seu interesse, e se este não for preparado para compreender as formas de linguagem que o rodeiam, possivelmente a leitura não terá a funcionalidade que dela se espera: contribuir para a formação de leitores autônomos em constante interação com o mundo linguístico que os cerca e preparados para a produção de textos em que suas opiniões e reflexões sobre o mundo são expostas de forma coerente e coesa.
Sabemos que o leitor precisa avançar em outros níveis de leitura, não ficar apenas habituado àquelas comuns à sua vivência, mas, para que esses avanços ocorram de maneira eficiente e autônoma, é preciso estar preparado. As etapas de formação precisam ser respeitadas. E a melhor forma de incentivar e iniciar o educando a aventurar-se no mundo da leitura é ensiná-lo, primeiro, a ler o seu próprio mundo.
Portanto, se quisermos formar leitores autônomos e, conseqüentemente, produtores eficientes de textos, teremos que possibilitar aos nossos alunos a busca consciente do prazer de ler. O que só será possível se trabalharmos essa autonomia de que tanto falamos, quando mencionamos a expressão "formação de leitores autônomos", desde o início do processo, que parte da escolha do tipo de leitura, do tempo de duração e da decisão do "para quê ler?"
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